Crítica: Ameaça Profunda.

Lançado entre os filmes de ficção científica, Ameaça Profunda não se destaca, mas tem sua particularidade ao ambientar seu conflito no fundo do mar. O longa da #FoxFilm estreia nesta quinta (9) e é estrelado por #KristenStewart (Saga Crepúsculo e As Panteras - 2019).

A trama é toda fundamentada dentro de um laboratório marítimo que é atingido por um terremoto fazendo com que a equipe de trabalho lute pela sobrevivência mesmo que com pouco oxigênio. Ao se verem obrigados a andar pelo fundo do mar, o grupo se depara com uma estranha criatura que é capaz de destruir qualquer ser humano de forma cruel.

Inicialmente conhecemos a estação de pesquisa subaquática ao qual Norah Price (Kisten Stewart) trabalha e percebemos o quão inóspito é o ambiente. A cenas mostram Norah no banheiro vazio e aí já podemos ver as características da protagonista: calma, racional e esperta.

Mesmo tendo Stewart no elenco, o longa não consegue dar um bom roteiro para a protagonista. Os coadjuvantes têm papeis curtos demais e com pouca profundidade. O personagem Paul Abel, interpretado por T.J.Miller, é o cara que brinca com todos e é o que dá o humor nas situações de alívio cômico, porém, o aproveitamento dele em cena é tão pequeno que chega ser esquecível. Diferente de Paul, Emily (Jessica Henwick) é um grande feito. Sem detalhar muito nos fatos pra você não levar um SPOILER, Emily é realmente a satisfação para o espectador.

Em se tratando da fotografia e efeitos especiais, Ameaça Profunda atende ao gênero, mas não busca inovação. A criatura criada como ameaça é, em todos os momentos, um tanto ofuscada pelo mar e pouco nítida para o espectador, gerando uma certa desconexão que poderia haver no quesito medo. A ideia da criatura é legal e podemos até chamar o bicho de "demogorgon do mar". (Parece mesmo o de 'Stanger Things').

As cenas de mortes são ironicamente incríveis. Tudo o que está no mar é ponto para uma possível morte. Por isso, talvez, houve momentos em que o responsável não foi a criatura e sim a circunstancia em que o personagem foi morto, fazendo com que o protagonismo do assassinato ficasse dividido.

Sem exageros, o melhor de Ameaça Profunda é o Sound Design. Talvez esta é a característica principal que te faça ir ao cinema e assistir em boa qualidade de som. Há jumpscares incríveis que funcionam em conjunto com o som e a trilha sonora. De fato, a mixagem é equilibrada, visto que mixagem é isto!. Se analisarmos com calma, os efeitos sonoros são muito bem pensados e os melhores momentos são os chamados, segundos de antecipação e som ausente em algumas cenas.

Ameaça Profunda estreia nos cinemas brasileiros em 09 de Janeiro e mesmo com os clichês, o quesito som compensa o ingresso.


Nota: 3/5

Assista ao trailer:

#FoxFilm #Ameaçaprofunda #Critica

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