Crítica: Cinderela Pop é o filme ideal para a geração adolescente atual


   Não é de hoje que vemos o sucesso do público infantil, Maisa, atuando. Diferente de outros produtos audiovisuais em que ela trabalhou, em Cinderela Pop, a atriz e agora, apresentadora, é a protagonista da adaptação do conto de Cinderela do livro de Paula Pimenta.

 Maisa interpreta Cintia Dorella, uma garota que tem uma grande decepção amorosa por conta da separação de seus pais, deixando de acreditar no amor e em futuros relacionamentos. Ao ser obrigada a morar com o pai e a madrasta, Patrícia (Fernanda Paes Leme), o sonho de Cintia de ser Dj e ter uma bolsa de estudos em Londres para estudar música fica ainda mais difícil quando suas meias irmãs gêmeas começam a pertubá-la de todas as formas. Focada nos estudos e na música, a vida lhe apresenta Fredy Prince (Filipe Bragança), o cantor mais queridinho entre as garotas do colégio.

  É interessantíssimo como o trabalho de Paula Pimenta e o diretor, Bruno Garotti, traçam a história de Cinderela de uma maneira bem moderna e diferente de outras versões. Renovar um clássico de conto de fadas tão grandioso é um trabalho e tanto. Nem sempre vemos boas adaptações como esta.

 Com escalação de grandes atores no elenco, a harmonia entre os adultos e adolescentes no filme torna-se especial. Maisa não está em sua melhor performance, mas o papel caiu como uma luva para ela.

 O humor está equilibrado e bem representado na figura da tia de Helena (Elisa Pinheiro), ainda que inicialmente o acerto tenha sido confuso. Precisamos enaltecer a atriz Fernanda Paes Leme, que impressiona como vilã e sem dúvida foi o grande destaque das atuações, juntamente com Giovanna Grígio, que interpreta a influêncer e amiga de Fredy, Belinha. 

 Por se tratar de um filme adolescente que envolve a temática musical, a trilha sonora é escolhida a dedo. As canções são adaquadas mas nenhuma fica na mente do espectador após o filme.

 Sem forçar, Cinderela Pop fala sobre vários tipos de mulheres: as apaixonadas, as sonhadoras, as que lutam por independência e até mesmo as que apenas vivem sem se preocupar com o amanhã. Sem esse discurso, o longa seria como qualquer outra história de Cinderela.

 Sem precisar de magia ou um ser sobrenatural, o fime é ideal para o público alvo e tem diversão garantida com o elenco. Com ritmo de narrativa ótimo, Paula Pimenta ganha a versão cinematográfica perfeita para sua obra. 

Assista ao trailer:

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