• Wagner Reid

Crítica: Novas Espécies- A Expedição do Século foge de todo estereótipo popular atribuído ao gênero

Atualizado: 28 de Nov de 2019

Novas Espécies - A Expedição do Século mostra de forma detalhada uma aventura inédita de aproximadamente 70 profissionais, entre biólogos, equipe de apoio e equipes de filmagens. A expedição era um antigo sonho do biólogo ornitólogo Mario Cohn-Haft do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), a ideia foi abraçada pelo diretor Maurício Dias da Grifa Filmes e através de várias alianças foi possível realizar a expedição. O alvo da exploração foi o Parque Nacional da Serra da Mocidade, local até então inóspito na Amazônia. Devido as dificuldades de acesso nunca foi possível a chegada do homem, inclusive pelos rios, onde não é possível o acesso por conta das cachoeiras. Grande parte do terreno é montanhoso, o que impossibilita o pouso de aviões e a única alternativa disponível era o helicóptero. Só por meio do apoio CMA (Comando Militar da Amazônia), do 4º BAvEx (Batalhão de Aviação do Exército) foi possível chegar até a Serra da Mocidade.



O longa de forma geral, coloca o espectador como parte da equipe, fazendo com que vibremos juntos com cada descoberta e fiquemos aflitos diante de cada percalço que a equipe enfrenta. Em uma aventura dessa magnitude é de se esperar alguns riscos, mesmo assim a equipe demostrou-se sempre preparada contando com o médico especialista Dr. Maicon Botteon e recursos da medicina moderna. Com toda a tecnologia de hoje em dia, é quase inimaginável que ainda exista um lugar que não foi explorado pelos humanos, mas no longa, os animais demostram muita curiosidade quando avistam os pesquisadores atestando que aquele ser é algo novo para eles. Outra forma de certificar que o local é realmente inóspito, são as características do lugar: não foram encontradas trilhas e durante os 25 dias de expedição não foram localizadas fontes de água. A gente sai do cinema com a sensação de que nos tornamos especialistas em Amazônia e biologia, culpa da imersão que o documentário concede e por conta dos ensinamentos transmitidos pelos autênticos biólogos.



As imagens são um show à parte. Com muitos planos detalhes das espécies descobertas, se por algum momento nos esquecemos do real tamanho da aventura, logo somos surpreendidos com as imagens aéreas em grande plano geral da floresta a perder de vista. Tudo no filme soa de forma muito natural, não existe intervenção dos pesquisadores, além da narração que é feita pelo ator Marcos Palmeira. Nos diálogos, a sensação é que tudo foi gravado por câmeras de segurança e que o que acontece foi “flagrado” pelas câmeras. Em um bate-papo que tivemos com o Dr. Mario Cohn-Haft, ele contou que em alguns momentos a equipe era tão discreta que nem dava para dizer se estavam gravando ou não, isso fica implícito em alguns momentos de mais intimidade nos diálogos ou quando Cohn-Haft é flagrado cantando. Por outro lado, nos momentos de ação é possível perceber que as imagens foram feitas de forma impecável com movimentos de câmera acelerados e cortes enfáticos que dão ritmo aos “plot twists” que existem no filme.



Para fechar o combo de belas imagens, ótima narração e aventura inédita não poderia faltar uma perfeita trilha sonora!

A trilha sonora original é de Alexandre Guerra reconhecido por outros trabalhos como os documentários sobre o centenário do Corinthians e dos Santos, o filme “O Vendedor de Sonhos” (2016) e a novela “Páginas da Vida” (2006)

O filme tem estreia prevista para a próxima quinta-feira 28 de novembro nos cinemas, por conta da coprodução da Globo Filmes e Globo News ele também será exibido pela Globo News.


Veja o trailer do filme:

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