• Marília Folgoni

Crítica: “O Último Amor de Casanova”

Dentre tantos filmes que representam a vida de Casanova, escritor polêmico que viveu até 1798, este mês será lançado “O Último Amor de Casanova”. E, desta vez será sobre o momento em que morou na Inglaterra e viveu um de seus mais importantes romances: Marianne de Charpillon (Stacy Martin, de “Ninfomaníaca”), uma prostituta.

O Último Amor de Casanova” tem uma direção de arte impecável, como é de se esperar de um filme histórico, cada frame parece uma pintura. Assim como os figurinos, objetos e hábitos da época.

Narrativamente o filme foca em incansáveis encontros e desencontros do casal (propositais?), deixando o espectador intrigado com tantas coincidências entre eles desde quando Marianne era criança, e como não sei o que são fatos, torna-se um ponto interessante. No entanto, o filme é agoniante diante da dinâmica entre Marianne e Casanova: ela parece que quer se aproveitar dele financeiramente em alguns momentos, e ele fisicamente dela, ao mesmo tempo que aparentam ter sentimentos um pelo outro.

As cenas de flerte entre o casal são deliciosas, em contrapartida há os momentos em que Casanova força a garota a ficar com ele ou a trata com desdém, que incomodam bastante. Parece que o filme quer mostrar um romance moderno que ocorreu no século XVIII, onde Casanova tem medo de se aventurar em uma grande paixão porque a mulher não cede da forma esperada, como se fosse uma “inversão” de papéis, mas não se pode desconsiderar a época, onde os homens precisavam estar em total controle do relacionamento.


Nota: (3/5)


Assista ao Trailer:

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