John Wick 3: “Mano do céu, mas que filme é esse?”

Se existe uma frase pra definir o capítulo três da saga John Wick, certamente essa frase seria: “Mano do céu, mas que filme é esse?”.  

O terceiro filme da franquia John Wick entrega muito além do que um bom filme, entrega sonhos. Sonhos de que ainda há esperanças para a indústria cinematográfica em fazer bons filmes de ação. Filmes com ação em câmera fixa; atores protagonistas com treinamento marcial decente e crível; com habilidade para empunhar armas e com muito, mas muito sangue derramado em cena. 

A trama se desenrola exatamente no fim do segundo filme, onde John Wick (Keanu Reeves) recebe o comunicado do próprio gerente do hotel Continental, Winston (Ian Mcshane), que sua licença de sócio da comunidade de assassinos que servem à Alta Cúpula estaria cancelada em algumas horas, lhe dando uma pequena vantagem para sobreviver. John decide então usar, como último recurso, o seu ticket com a máfia russa para que seja enviado à Casablanca, onde conseguiria encontrar uma possibilidade de redenção.  

É claro que a teoria é sempre linda, mas a prática é infestada de obstáculos na forma de oponentes que desejam faturar o valor de seu contrato: U$14000000. Um destaque muito especial ao obstáculo que foi a luta de John (1.86 m) contra Ernest (Boban Marjanović, com seus 2,22 m de altura), cujo único problema é a falta de referência de uma pessoa de estatura mediana para dar maior notoriedade a mesma. 

A atuação de Halle Berry como Sofia está excepcionalmente absurda: Uma assassina também aposentada que é forçada a ajudar John devido à uma marca de sangue oferecida ao mesmo em uma ocasião passada, com cães extremamente treinados a morderem alvos peculiares. Certamente, não existe formula certa para se fazer um bom filme de ação, mas ao que tudo indica, envolver cães é uma excelente, pois estes Pastores Alemães são o tempero que essa série precisava para se destacar e se diferenciar. 

Talvez o ponto mais fraco do filme seja a inserção de ninjas. Em determinado momento, John é perseguido por um clã de ninjas liderados por Zero (Marc Dacascos), um assassino cujo “day job” é ser um sushiman, que acaba por ser contratado pela Juíza (Asa Kate Dillon) para executar suas sentenças contra Jonh Wick e todos os que o ajudaram. Longe de deixar o filme ruim, mas esta inserção quase que adicionou o elemento sobrenatural dentro da obra, o que gerou certa estranheza. Porém, como já foi dito, este pode ser o ponto mais fraco, mas nunca será um ponto ruim. 

A criatividade do diretor Chad Stahelski para com as situações incríveis apresentadas a John Wick é de surpreender. Se no segundo filme da franquia houve um grande destaque para a sala de espelhos, dessa vez o grande destaque vai para uma sala transparente. Se no primeiro filme da franquia havia um destaque para as cenas de perseguição com carros, neste filme há um destaque para perseguições por motos a um cavalo.  

Um grande ponto de destaque que deve ser ressaltado também é a fotografia do filme. John Wick 3 é uma grande Graphic Novel colorida na tela dos cinemas. Cada filme foca em determinadas iluminações coloridas: O primeiro destaca o tom azul, o segundo filme destaca os roxos e neste filme há um destaque para os tons verdes. O que cria uma linguagem única para o conjunto da obra. 

John Wick 3 certamente é o filme mais divertido de toda a franquia, arriscando a dizer que provavelmente não há um melhor filme de ação nos últimos 10 anos, seja pelas suas excelentes cenas envolvendo artes marciais como Kung Fu, Kali, Judo, Jiu-Jitsu e Aikido; seja pelas excelentes cenas de tiroteio; assassinatos a sangue frio e extremamente explicitos e com toda a certeza também pela sua grande composição de elenco, com pequenas participações como Angelica Houston (Diretora) e Lawrence Fishbourne (Bowery King), mas que fazem todo o sentido e trazem uma sensação que não pode ser descrita de outra forma como “Mano do céu, mas que filme é esse?”.


Nota: (/5)


Assista ao Trailer:


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