O novo "Hellboy" está longe de ser um filme ruim, mas infelizmente está longe de ser um bom filme!

O novo Hellboy, estrelado por David Harbor e dirigido por Neil Marshall está longe de ser um filme ruim, mas infelizmente também está longe de ser um bom filme.

Alguns filmes não conseguem atingir as expectativas que tinham antes de seus lançamentos, como Blade Runner, cuja complexidade fez com quem houvesse vários cortes finais, sendo que alguns destes eram bizarramente ruins, como o corte da versão original, onde havia uma narração de Deckert do que acontecia, tratando o público como um verdadeiro ignorante. Porém, com o passar dos anos (e dos cortes) o filme passou a ser aceito pelo grande público e se tornou uma grande obra cult de ficção científica, cujo foco não era na ação, mas na complexidade e conflitos existenciais apresentados por suas personagens.  Blade Runner, certamente é um filme que envelheceu bem. Assim como Blade Runner, Van Helsing também foi um filme mal avaliado pelas críticas, mas não conheço um único ser que o deteste a ponto de dizer que é uma grande porcaria. Acredito seriamente que Hellboy se enquadre neste caso de Van Helsing: Se passar na Sessão da Tarde, vejo com o maior prazer. Hellboy tenta dar ao público que acompanha a personagem nos quadrinhos um grande emaranhado de “Fan Service”. Porém, o que deveria agradar e fazer com o público vibrasse de nostalgia, na verdade, mais gerou confusão por conta do excesso de informações.

As piadas feitas pelo protagonista do filme não arrancam risadas, na realidade a sensação é de que o humor foi tirado da série The Office, onde Michael Scott faz piadas constrangedoras e tudo é baseado em vergonha alheia.

A origem do herói que envolve nazistas, um ritual satânico e uma chave para o fim do mundo é mostrada nesse filme. Tudo certo... Certo, se tudo isso já não tivesse sido apresentado quando a franquia pertencia a Guillermo Del Toro, porém de forma mais trabalhada e com sua devida ênfase. Nesta obra, tudo é feito de forma mais superficial devido a um novo elemento inserido na trama, que é o fato de Hellboy ser um descendente do famoso Rei Arthur.

Um grande ponto de destaque na franquia anterior era o carinho que Del Toro tinha com criaturas feitas em efeitos práticos. Infelizmente, este filme utiliza pouco deste recurso, e isso faz com que as criaturas, no máximo, sejam bons CGI, onde um deles causariam inveja a Michael Bay, devido ao seu péssimo trabalho em Tartarugas Ninja.  A bagunça de Hellboy vai desde uma caçada a gigantes no leste europeu, até mesmo um portal dimensional que o leva para a casa enfeitiçada com pernas de galinha e que se locomove sozinha, habitada por Baba Yaga, uma bruxa do folclore eslavo comparada ao Bicho Papão no folclore ocidental. 

Todos esses elementos funcionariam muito bem se tivessem sido devidamente apresentados sem pressa ao público, mas foram jogados ao ar como elementos surpresa que ao invés de fortalecer, apenas enfraqueceram a obra. A trama principal? É apenas uma bruxa que foi cortada e separada em várias partes que quer retornar ao mundo em sua forma mais poderosa e, é claro, quer que o filho do inferno, chamado de Hellboy, se alie a mesma para cumprir seu grande destino de dar fim ao mundo. Tudo normal. Acredito seriamente que o filme envelhecerá bem e será uma ótima companhia para os dias chuvosos em horário de Sessão da Tarde. 


Nota: (2,5/5)


Assista ao Trailer:

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