Suprema: Um exemplo de feminismo

Atualizado: 15 de Mar de 2019


Formada em direito pelas duas principais universidades de seu país: Harvard e Columbia, Ruth Bader Ginsburg (Felicity Jones), se torna um grande exemplo da luta consciente pelos direitos de igualdades trabalhistas das mulheres nos EUA.

Mulher de muitos esforços e dedicada, Ruth desde muito nova aprendeu os valores da disciplina e determinação para concluir seus objetivos. Filha de Judeus e muito jovem, casou-se cedo como era de costume por volta dos anos 40, com Martin Ginsburg (Armie Hammer), um futuro advogado norte americano.

Antes mesmo de pensar em estudar direito, Ruth já era uma dedicada esposa e mãe, tendo em vista zelar por sua família da melhor forma possível, sempre soube dividir cuidados em seus interesses pessoais e dos seus familiares. Seu marido Martin foi diagnosticado com uma doença que o afastaria das aulas de direito em Harvard, foi aí que ela, também estudante, assumiu a responsabilidade de concluir as aulas do marido enquanto ele se recuperava. Posicionada com destaque e sendo considerada a primeira aluna da turma e uma das poucas mulheres estudando direito na época, Ruth desde cedo apresentou maior interesse pela luta dos direitos de igualdade de gênero nos anos 50.

Após se formar e buscar um espaço em um meio dominado predominantemente machista, ela não obteve sucesso em conseguir um emprego para exercer sua função de advogada, decidiu seguir o rumo da área acadêmica, se tornou professora de direito na faculdade de Rutgers e Columbia, sendo uma das poucas mulheres da época em se aprofundar em direitos civis.

Em meio a muito preconceito, Ruth soube encontrar o seu espaço e também o de muitas outras mulheres, confrontando de forma inteligente, sóbria e consciente a suprema corte dos Estados Unidos, apresentado as falhas existentes nas leis constitucionais da época. Tornou-se mais tarde, juíza associada à suprema corte do país, nomeada pelo presidente Bill Clinton, sendo uma das principais vozes políticas sobre os direitos das mulheres, e influenciando uma geração.

O filme teve o roteiro escrito por Daniel Stiepleman sobrinho de Ruth, e talvez por esse fato a perspectiva familiar da personagem foi bastante evidenciada trazendo conflitos internos da protagonista em relação as representações femininas de sua vida, como mãe e sua própria filha. Suprema é bem dirigido por Mimi Leder e apresenta uma estética visual muito agradável, um filme repleto de informações e fatos históricos que desperta o interesse sobre os direitos iguais dos seres humanos.

A trama destaca também a importância de assumir responsabilidade e deveres antes de querer protagonizar uma revolução, Ruth é um grande exemplo de inspiração para o movimento feminista moderno, onde os fatos provam que é através de iniciativas inteligentes e com fundamentos legislativos que as mudanças aconteceram e acontecerão.


Assista ao trailer:

Nota 4/5

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